Polícia Civil prende médico suspeito de abusar de pacientes em Porto Alegre

Quarta, 10 de Novembro de 2021 às 09h58min
Nove vítimas registraram relatos contra cirurgião plástico, aponta investigação
Fo Polícia Civil / Divulgação / CP

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) deflagrou na tarde desta terça-feira, em Porto Alegre, uma Operação Narciso para investigar crimes sexuais supostamente praticados por um cirurgião plástico que atuava na Capital e Região Metropolitana. Nove mulheres já registraram queixa contra o investigado que foi preso preventivamente e autuado em flagrante por porte de arma de fogo. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Três Figueiras e Chácara das Pedras, na zona Norte da Capital. O nome do detido não foi divulgado pela Polícia Civil

Durante a ação, de acordo com a Polícia Civil, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, armas, documentos, medicamentos, lubrificantes íntimos, preservativos e outros objetos. Além disso, o consultório médico era utilizado clandestinamente para a realização de procedimentos cirúrgicos, sem equipamentos adequados ou autorização legal e completamente fora dos padrões de higiene e saúde, de acordo com os agentes da Deam de Porto Alegre.

A Vigilância Sanitária foi acionada e, de acordo com os técnicos da instituição, o local não tinha autoclave, os instrumentos estavam enferrujados, vários medicamentos estavam com a data de validade vencida, além de lixo descartado de forma irregular e sangue em vários locais, como objetos e nos móveis do consultório.

O advogado Carlos Rafael Alvim, defensor do cirurgião plástico, se manifestou por nota: “Quanto a operação policial realizada pela Deam que imputa ao investigado suposto cometimento de assédio sexual contra seus pacientes, tem-se como inverídicas e, por si só, de natureza improcedente. Assim sendo, a defesa garantirá que sejam preservados os direitos e garantias constitucionais do investigado e provada sua inocência, uma vez que os objetos e acessórios apreendidos não condizem com a realidade fática da atividade profissional do investigado”.

por Correio do Povo

Fonte: Infoco RS
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